Aula 2

1. Introdução

Olá novamente! 👋

Hoje vamos falar sobre deepfakes.

Um deepfake é um vídeo, imagem ou áudio criado ou manipulado com inteligência artificial para parecer que uma pessoa disse ou fez algo que não aconteceu.


Pode parecer divertido ou curioso, mas também pode causar problemas sérios quando é usado para enganar, humilhar ou prejudicar alguém.

2. Que tipos existem?

Os deepfakes podem aparecer em vários formatos:

Vídeo: quando o rosto ou a boca de uma pessoa são manipulados.

Imagem: quando uma fotografia parece real, mas foi criada ou alterada por IA.

Voz ou áudio: quando a voz de alguém é clonada para criar uma mensagem falsa.

Às vezes, estes formatos misturam-se.

3. Como posso suspeitar?

Há pistas que podem fazer-nos desconfiar.

Coisas que noto logo

  • A conta que publicou é nova, anónima ou estranha;
  • Não há fonte original;
  • Não há data, local ou contexto;
  • O título é muito urgente ou emocional;
  • A conta costuma publicar montagens ou rumores;
  • Existe uma etiqueta de IA ou marca de conteúdo sintético.

Coisas de que suspeito

É para poder pedir ajuda com clareza.

  • A voz parece robótica ou estranha;
  • A boca não combina bem com o som;
  • O rosto ou o corpo parecem pouco naturais;
  • A luz ou os contornos parecem estranhos;
  • A pessoa parece dizer algo muito extremo ou fora do seu comportamento habitual;
  • O vídeo tenta provocar choque, raiva ou vergonha.

Coisas que preciso de confirmar

  • Onde apareceu primeiro?
  • Quem publicou primeiro?
  • Há fonte original?
  • Outros meios credíveis também falam disso?
  • A conta é fiável?
  • O mesmo vídeo aparece noutros sítios com informações diferentes?


4. O que são etiquetas de IA?

Alguns conteúdos podem ter etiquetas, marcas de água ou avisos a indicar que foram criados com IA.

Isto ajuda, mas não resolve tudo.

Uma etiqueta pode ser removida. E muitos conteúdos sintéticos podem não ter aviso.

Por isso, não basta olhar para a imagem. Também precisamos de pensar no contexto.

5. O que faço se não tiver a certeza?

A resposta mais importante é:

Parar.

Não tens de decidir imediatamente se é real ou falso.

Podes:

  • Não partilhar;
  • Não comentar;
  • Não gozar;
  • Procurar a fonte original;
  • Confirmar noutra fonte de confiança;
  • Pedir ajuda a um adulto.

Lembra-te:

Não espalhar um conteúdo duvidoso também é uma forma de cidadania digital.

6. Jogo Fakemetric

Agora vais jogar em grupo.

O professor vai entregar:

  • Um tabuleiro;
  • Uma seta;
  • Onze cartas;
  • Uma folha com dicas para detetar deepfakes.

Cada carta tem um valor entre 0% e 100%.

Esse valor indica o nível de cautela que devemos ter perante um vídeo fictício.

Como jogar

  1. Uma pessoa tira uma carta sem mostrar.
  2. Lê o valor em segredo.
  3. Inventa a descrição de um vídeo fictício com esse nível de cautela.
  4. O resto do grupo ouve a descrição.
  5. O grupo coloca a seta na percentagem que acha correta.
  6. Se acertar exatamente, ganha 2 pontos.
  7. Se ficar num valor ao lado, ganha 1 ponto.
  8. Depois, outra pessoa inicia uma nova ronda.

O objetivo é treinar a dúvida, a análise e a decisão responsável.

7. Conclusão

No final, vamos refletir:

“Foi fácil saber se um vídeo era falso?”
“Que sinais ajudaram mais?”
“Que perigos pode ter partilhar um deepfake?”
“Há deepfakes mais inofensivos e outros mais prejudiciais?”

Frase final para recordar:

Se um vídeo, imagem ou áudio pode prejudicar a dignidade, a segurança ou a credibilidade de alguém, eu não amplifico. Paro, verifico e peço ajuda se for necessário.

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