Aula 1

1. Introdução

Olá! 👋

Hoje vamos falar sobre ciberbullying.

Antes de começarmos, há algumas regras importantes:

  • Não vamos dizer nomes reais de pessoas, escolas ou contas;
  • Ninguém é obrigado a contar experiências pessoais;
  • Se algum tema te deixar desconfortável, podes falar em privado com o professor, diretor de turma ou outro adulto de confiança;
  • Pedir ajuda não te coloca em sarilhos.


2. Questionário anónimo

Vais responder a um questionário anónimo no Mentimeter.

Podes responder com sinceridade.

O questionário pode incluir perguntas sobre:

  • O que significa ciberbullying;
  • A rapidez com que uma fotografia ou sticker se espalha;
  • O que acontece quando alguém é criticado num grupo;
  • O uso de capturas de ecrã;
  • A confiança em adultos para resolver problemas digitais;
  • Formas de apoio quando alguém está a ser atacado online;
  • O que acontece quando alguém tenta travar uma gozação.

Depois, a turma vai analisar os resultados em conjunto.

3. O ciberbullying é um processo social

O ciberbullying não é apenas uma mensagem ofensiva.

Pode crescer quando outras pessoas:

  • Riem;
  • Partilham;
  • Fazem capturas de ecrã;
  • Reenviam;
  • Comentam;
  • Veem repetidamente;
  • Ficam em silêncio;
  • Tratam a situação como entretenimento.

Isto não significa que todos tenham a mesma responsabilidade.

Mas significa que muitas pessoas podem ajudar a aumentar ou a travar o dano.


4. Quem é quem no ciberbullying?

Vamos conhecer alguns papéis.

Alvo

É a pessoa que está a ser prejudicada, humilhada, excluída ou pressionada online.

Amplificador

É quem ajuda o dano a espalhar-se, mesmo que não tenha começado a situação.

Pode partilhar, reenviar, comentar, rir, colocar gosto ou fazer capturas de ecrã.

Testemunha silenciosa

É quem vê o que está a acontecer, mas não intervém.

Pode estar com medo, desconfortável ou sem saber o que fazer.

Defensor

É quem apoia a pessoa visada.

Pode mandar uma mensagem privada, recusar partilhar o conteúdo, denunciar ou ajudar a pedir apoio.

Confrontador

É quem questiona o comportamento prejudicial.

Pode dizer que aquilo não é aceitável, que não tem graça ou que está a causar dano.

Adulto de confiança

É alguém que pode ajudar a proteger, orientar e decidir próximos passos.

Pode ser um professor, familiar, diretor de turma, psicólogo escolar ou outro adulto seguro.

5. Atividade — Analisar incidentes fictícios

Agora vais trabalhar em grupo.

O professor vai entregar:

  • Um incidente fictício de ciberbullying;
  • Cartões com os papéis;
  • Material de escrita.

A tarefa é:

  1. Ler o incidente com atenção;
  2. Recortar os cartões de papéis;
  3. Identificar que personagem corresponde a cada papel;
  4. Escrever o nome da personagem no cartão;
  5. Escrever o que essa pessoa poderia ter feito melhor.

Lembra-te: os incidentes são fictícios. O objetivo é praticar formas de pensar e agir sem expor casos reais.

6. Conclusão

No final, a turma vai partilhar algumas conclusões.

Pensa:

“Que papel é mais fácil de reconhecer?”
“Que papel é mais difícil?”
“Como é que uma situação se espalha?”
“Que pessoa poderia ter ajudado a travar o dano mais cedo?”
“Quando é importante pedir ajuda a um adulto?”

Frase para recordar:

O ciberbullying cresce quando é espalhado, mas pode ser travado quando alguém apoia, denuncia ou pede ajuda.

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